O governo brasileiro manifestou oficialmente seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas redes sociais, destacando a importância histórica de ter uma mulher liderando a organização global pela primeira vez em seus 80 anos de existência.
Lula ressaltou a trajetória pioneira de Bachelet, lembrando suas duas gestões como presidente do Chile, e seus cargos anteriores como ministra da Defesa e da Saúde. Ele também citou sua atuação em posições de destaque no sistema multilateral, incluindo seu papel fundamental na criação da ONU Mulheres e sua atuação como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, onde trabalhou na proteção de grupos vulneráveis e na promoção de um meio ambiente saudável.
Segundo o presidente brasileiro, a vasta experiência, liderança e o compromisso de Bachelet com o multilateralismo a qualificam para guiar a ONU em um cenário internacional complexo, marcado por conflitos, desigualdades e desafios democráticos. O mandato atual do secretário-geral, António Guterres, se encerra em 31 de dezembro de 2026, com o novo líder assumindo em 1º de janeiro de 2027.
A candidatura de Bachelet foi formalizada nesta segunda-feira pelos governos do Chile, Brasil e México. Em nota conjunta, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil explicou que a iniciativa reflete o desejo compartilhado dos países de fortalecer o sistema multilateral e promover uma liderança capaz de enfrentar os desafios contemporâneos. A nota enfatiza a experiência de Bachelet em processos políticos complexos, sua habilidade em facilitar o diálogo e seu alinhamento com os valores da ONU.
O Itamaraty reforçou que, diante da complexidade do cenário internacional, a ONU é o principal fórum para o diálogo e a construção de soluções coletivas em áreas cruciais como paz, segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e combate às mudanças climáticas. O Brasil reiterou seu compromisso com o multilateralismo como base para a governança global, baseada na cooperação e no respeito à autodeterminação dos povos.

