O ex-âncora da CNN, Don Lemon, foi detido nos Estados Unidos sob alegação de participação em um protesto contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). O incidente ocorreu no início de janeiro, quando dezenas de manifestantes interromperam um culto em uma igreja em St. Paul, Minnesota, para expressar descontentamento com as ações do ICE direcionadas a estrangeiros no país.
Segundo informações da própria CNN, emissora onde Lemon trabalhou até o ano passado, o jornalista afirmou estar no local cobrindo o evento como repórter, e não como participante ativo do protesto. A prisão aconteceu na noite de quinta-feira (29), enquanto Lemon se preparava em um hotel de Beverly Hills para cobrir o Grammy Awards.
O advogado de Lemon, Abbe Lowell, classificou a detenção como um “ataque sem precedentes à Primeira Emenda”, referindo-se à cláusula constitucional que garante a liberdade de expressão e de imprensa. Ele argumentou que Lemon, com 30 anos de carreira jornalística, estava apenas exercendo sua função de revelar a verdade e fiscalizar o poder, atividades protegidas pela Constituição.
Lowell também sugeriu que a prisão pode ser uma manobra para desviar o foco das dificuldades enfrentadas pela administração atual. Em sua declaração, o advogado criticou o Departamento de Justiça por, segundo ele, direcionar recursos para prender um jornalista em vez de investigar a morte de manifestantes pacíficos em Minnesota.
