A cidade de Granada, no sul da Espanha, voltou a ser palco de tremores de terra na madrugada desta terça-feira (18). O Instituto Geográfico Nacional (IGN) registrou ao menos quatro abalos sísmicos com magnitudes variando entre 3,9 e 4,8 na escala Richter nas últimas horas, intensificando a preocupação na região.
Desde o último dia 14, a área ao sul de Granada tem sido afetada por uma série de 432 tremores, com profundidades entre 2 e 12 quilômetros. Embora a maioria dos abalos seja de baixa intensidade e passe despercebida, alguns eventos, como o ocorrido no sábado, causaram danos materiais e apreensão entre residentes e visitantes de um dos destinos turísticos mais importantes da Espanha.
Os terremotos de maior magnitude, atingindo 4,8 graus, ocorreram em 14 de agosto, com epicentros em Alhendín e profundidade superficial. Estes sismos foram sentidos em mais de 500 localidades, abrangendo partes da Andaluzia, Múrcia, sul de Castela – La Mancha e até mesmo alguns pontos de Madrid, conforme comunicado do IGN.
As autoridades espanholas confirmam que três pessoas sofreram ferimentos leves em decorrência dos tremores desta terça-feira, recebendo atendimento médico imediato. A prefeitura de Granada informou que a polícia local atendeu a 229 chamados e os Bombeiros responderam a 168 ocorrências relacionadas aos sismos, levando à declaração de situação de emergência.
Em resposta à instabilidade, repartições públicas não essenciais, museus e instalações esportivas permanecerão fechados por tempo indeterminado. A prefeita Marifrán Carazo pediu calma à população, incentivando o reporte de quaisquer anormalidades em edificações ou no terreno, e alertou sobre a imprevisibilidade de tremores secundários, recomendando atenção contínua.

