O professor Vinicius Siqueira Figueiredo, de 23 anos, falou publicamente pela primeira vez nesta segunda-feira (31) após ter alta médica no fim de semana. Ele sobreviveu a um ataque a faca cometido por um estudante de 15 anos dentro de um centro de reforço escolar no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus, no último dia 26.
Ainda em processo de recuperação e sentindo dores, a vítima esteve na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) e declarou encarar a sobrevivência como um milagre.
Socorro rápido e lesões Atendido inicialmente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, Vinicius foi transferido para uma unidade de saúde particular, onde permaneceu internado por três dias. Ele levou nove facadas.
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Locais atingidos: O docente destacou que as perfurações não alcançaram órgãos vitais que pudessem provocar morte imediata.
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Apoio no local: A vítima ressaltou o socorro prestado por Alan Marques, morador da área que presenciou o fato e o ajudou até a chegada da equipe médica.
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Comportamento do agressor: Testemunhas relataram que o jovem infrator sorriu da situação após as agressões e que seu pai fugiu do local sem prestar assistência ao ferido.
Agressão repentina sem motivação aparente De acordo com o professor, a investida ocorreu durante a quarta aula ministrada ao adolescente no centro de ensino Reforço Exatas, sem qualquer desentendimento prévio. Câmeras do circuito interno de segurança registraram o momento em que o aluno se aproxima e inicia os golpes.
Ao comentar as imagens do crime, que circularam na internet, Vinicius afirmou que se arrependeu de ter assistido às gravações e disse não se lembrar com clareza dos instantes posteriores ao ataque devido ao estado de choque.
Investigação e procedimentos legais A Polícia Civil do Amazonas apreendeu o adolescente no dia 27 de agosto, no mesmo bairro onde o crime foi cometido. O caso é apurado como ato infracional análogo à tentativa de homicídio.
O pai da vítima, Theury Figueiredo, afirmou que a família busca a responsabilização do menor dentro do rigor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil segue apurando o que teria motivado a ação do estudante.

