O bispo exilado de Manágua, Silvio Báez, denunciou veementemente o que descreve como um uso hipócrita da religião por regimes ditatoriais. Segundo Báez, essas administrações autoritárias profanam o nome de Jesus Cristo para justificar suas ações e perseguir a Igreja Católica na Nicarágua.
Em suas declarações, o bispo exilado ressaltou que a apropriação indevida de símbolos e discursos religiosos por parte de ditaduras serve como ferramenta para legitimar a opressão e o autoritarismo. Ele criticou a forma como esses governos distorcem os ensinamentos cristãos para silenciar vozes dissidentes e impor um controle social rígido, muitas vezes com a conivência de setores religiosos alinhados ao poder.
Báez enfatizou que a perseguição à Igreja na Nicarágua tem se intensificado, com fiéis e clérigos enfrentando intimidação e repressão. Ele pediu que a comunidade internacional esteja atenta a essas práticas, que violam os direitos humanos e a liberdade de culto, e que não se deixe enganar pela falsa narrativa de regimes que se dizem defensores da fé enquanto agem em contradição com seus princípios fundamentais.

