Nesta quinta-feira (3/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o governo federal zerou a fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto.
A redução da fila era uma promessa de campanha de Lula em 2022 e deverá ser apresentada como um dos resultados de seu terceiro mandato durante a campanha à reeleição.
O presidente havia antecipado o anúncio na semana passada, durante sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo. Em 27 de agosto, Lula afirmou que anunciaria na semana seguinte que a fila havia sido zerada e que a espera superior a 45 dias estaria restrita a 251 mil pessoas.
O conceito de “fila zerada”, porém, não significa que não existam pessoas aguardando a concessão de benefícios. A definição considera que os pedidos estão sendo analisados dentro do prazo legal estabelecido e, portanto, não são classificados como pendentes por atraso.
“Sempre haverá pessoas na fila do INSS, pois entram pedidos novos todos os dias. Zerar a fila é quando temos menos gente esperando do que a quantidade de gente que entrou com pedidos no mês anterior. Isso aconteceu em agosto de 2026”, afirmou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
Segundo o ministro, a mudança representa a transformação da antiga fila em um fluxo de atendimento. “O que era fila se transformou em fluxo, em atendimento”, declarou.
Queda no número de requerimentos
Em fevereiro deste ano, o número de requerimentos em aberto chegou a 3 milhões, o maior patamar registrado. Em agosto, o total caiu para 1,2 milhão, uma redução de 59% em relação a janeiro, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social. O número também representa o menor volume alcançado desde 2023.
A principal redução ocorreu entre os pedidos que aguardavam análise há mais de 45 dias, considerados o núcleo da fila. Esse grupo caiu 86% no período, passando de 1,88 milhão para 261 mil processos.
Além da redução no volume de requerimentos, o tempo médio de análise também diminuiu. Atualmente, o prazo gira em torno de 35 dias, uma queda superior a 40% em relação aos níveis anteriores.
Apesar da melhora nos indicadores, o tempo de análise varia de acordo com o tipo de benefício. Pedidos de salário-maternidade são decididos, em média, em cerca de 11 dias.
Já os benefícios assistenciais, que dependem de perícia e avaliação social, podem levar até 65 dias para serem analisados.

