Dez anos após a cerimônia que elevou Madre Teresa à santidade, um advogado que colaborou com ela por muitos anos veio a público para rebater antigas acusações. As alegações, que circularam amplamente na época, sugeriam que a religiosa teria negado o uso de analgésicos a pacientes em estado terminal em suas instituições em Calcutá, na Índia.
O profissional, que preferiu não se identificar em declarações recentes, afirmou que essas narrativas são um equívoco e não refletem a realidade do trabalho humanitário realizado. Segundo ele, o contexto em que Madre Teresa e suas Missionárias da Caridade atuavam era de extrema escassez de recursos, o que muitas vezes limitava o acesso a medicamentos mais potentes, incluindo analgésicos fortes.
O advogado explicou que a prioridade da ordem sempre foi o conforto, a dignidade e o cuidado espiritual dos moribundos, oferecendo alívio da dor dentro das possibilidades existentes. Ele ressaltou que a falta de acesso a certos tratamentos não significava uma negação intencional, mas sim uma consequência das limitações materiais e estruturais enfrentadas pelas instituições que atendiam os mais necessitados.
A canonização de Madre Teresa em 2016 trouxe à tona novamente essas controvérsias, mas a defesa apresentada por seu colaborador busca contextualizar as ações da santa dentro do cenário desafiador em que ela dedicou sua vida ao serviço dos pobres e doentes.

