Poucos sabiam, mas Santa Teresa de Calcutá, mundialmente conhecida por sua devoção e atos de caridade, enfrentou um longo período de profunda angústia espiritual. Por décadas, ela sentiu um distanciamento de Deus, uma “escuridão” que contrastava com sua imagem pública de fé inabalável e serviço aos mais necessitados.
Essa luta interior, que se estendeu por grande parte de sua vida adulta, revela uma faceta humana e complexa da santa. Em cartas e escritos pessoais, Teresa descreveu a sensação de ausência divina, mesmo enquanto se dedicava incansavelmente a cuidar dos pobres, doentes e marginalizados em Calcutá e em todo o mundo.
O período de provação espiritual, que muitos chamam de “noite escura da alma”, não diminuiu seu compromisso com o próximo, mas sim intensificou sua fé na esperança e no amor ao próximo como manifestação do divino, mesmo na ausência de consolo espiritual direto. Essa jornada de fé e dúvida, mantida em grande parte privada, oferece uma perspectiva única sobre a resiliência humana e a natureza da crença.

