O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi afastado preventivamente do cargo nesta terça-feira (8/9), por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão está relacionada aos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master, caso em que o nome de Rodrigues apareceu em mensagens trocadas por Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Na mesma decisão, Mendonça também determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF. Segundo o ministro, a medida é necessária para que integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal possam exercer suas funções sem constrangimentos ilegais.
O magistrado determinou ainda a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, de membros da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.
De acordo com a decisão, o diretor-geral da PF encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026.
Em trecho da decisão, Mendonça afirmou que, além de outras “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes” na conduta de Andrei Augusto Passos Rodrigues, a gravidade da produção dos relatórios divulgados por Moraes exige a adoção imediata de providências para impedir que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo violadas.
A decisão aponta ainda que o próprio ministro André Mendonça vinha sendo monitorado de forma ilícita pela inteligência policial havia mais de 30 dias.
*Com informações do Metrópoles.

