O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (8/9) que fica “feliz” com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
“Antes de falar que, obviamente, eu fico feliz com a queda dele, eu vou só trazer mais um elemento: ninguém liga, ninguém liga para o que está acontecendo”, afirmou Renan em vídeo divulgado por sua assessoria sobre o caso.
Na sequência, o candidato criticou a reação de bolsonaristas ao despacho e o adversário Flávio Bolsonaro (PL). “Eu estou vendo agora bolsonaristas comemorando, mas o que vocês estão comemorando? Vocês estão comemorando que caiu o Andrei Rodrigues porque ele tinha ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro? Então tinha que cair o candidato de vocês também, né?”, rebateu.
O candidato do Missão também disse que “lulistas tinham que estar preocupados” com relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Ou não estão preocupados por conta da indústria da impunidade que toca o Brasil?”, questionou.
Renan ainda classificou a situação como “muito bizarra” e afirmou que “o tema deveria ser objetivo”, mas é “tratado de uma maneira subjetiva pelos lados da política brasileira”. “Simplesmente porque eles não têm uma vontade concreta de melhorar o Brasil, eles só querem defender seu ladrão de estimação. Mas eu vejo com muita felicidade essa queda”, concluiu.
O posicionamento de Renan diz respeito à decisão de Mendonça, que determinou nesta terça-feira (8/9) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.
A decisão ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.
Segundo Mendonça, os relatórios revelam um “monitoramento sistemático e ilegal”, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias. De acordo com a decisão, Moraes teria tido “notícias da existência” dos relatórios antes de sua utilização, e eles teriam sido empregados em uma tentativa de incluir Mendonça no “Inquérito das Fake News”.

