O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e retirou o sigilo da investigação do caso Master nesta quinta-feira (10/9). Como relator do processo, Mendonça detém o poder de retirar o sigilo do inquérito. Fachin fez a solicitação na noite de quinta-feira e pediu que o relator entregasse um HD com as informações à presidência da Corte e aos demais ministros.
Segundo Fachin, a medida é necessária em razão da inclusão, na pauta do plenário, da análise do relatório produzido pela Polícia Federal que aponta suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do banco Master. A votação está marcada para esta terça-feira (15/9).
Fachin ressalvou apenas as diligências cujo sigilo ainda seja necessário para viabilizar sua execução.
Mendonça x Moraes
A retirada do sigilo ocorre em meio à crise no STF provocada pelo caso Master. No início da semana, Mendonça já havia retirado o sigilo de parte da investigação em que o nome de Alexandre de Moraes aparece. O relatório da Polícia Federal mostra uma suposta troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes, nas quais os dois teriam conversado por diversas vezes sobre o andamento de investigações. Em uma das mensagens, enviada em 15 de novembro — dois dias antes de sua prisão —, Vorcaro citou o nome de um magistrado da Justiça Federal e perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.
Fachin decidiu levar o caso ao plenário no dia 15 de setembro, sob o argumento de que esse seria o órgão competente para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal.
*com informações do Metrópoles

