A atividade industrial no Brasil registrou um recuo de 0,6% em agosto deste ano, quando comparado ao mês de julho. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal.
Este resultado interrompe a tímida recuperação observada em julho, quando o setor havia apresentado uma variação positiva de 0,1%. Nos meses anteriores, a indústria já vinha demonstrando fragilidade, com quedas de 1% em maio e de 1,6% em junho.
Na análise anual, a comparação com agosto de 2022 revela uma retração ainda mais acentuada, de 1,2%. A média móvel trimestral também aponta para um cenário de perdas, com uma queda de 0,7%. Apesar desse desempenho recente, os resultados acumulados no ano e nos últimos 12 meses ainda mostram um leve saldo positivo, com altas de 0,8% e 0,6%, respectivamente.
A queda na produção industrial em agosto foi generalizada, afetando 16 dos 25 ramos industriais monitorados. Entre os setores que mais contribuíram para o resultado negativo, destacam-se a fabricação de produtos do fumo, com uma expressiva queda de 23,4%, seguida pelos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) e pelas indústrias extrativas (-0,7%).
Em contrapartida, nove atividades industriais conseguiram apresentar crescimento. Os setores de produtos alimentícios registraram a maior expansão, com alta de 1%, impulsionado também pelos produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%).
As quatro grandes categorias econômicas que compõem a indústria brasileira também apresentaram desempenho negativo na passagem de julho para agosto. Os bens de consumo semi e não duráveis sofreram a maior retração, com queda de 1,7%, seguidos pelos bens de consumo duráveis (-1%). Os bens de capital, que englobam máquinas e equipamentos, caíram 0,6%, enquanto os bens intermediários, utilizados como insumos na produção, registraram uma queda de 0,2% no período.

