Apesar das dificuldades de locomoção e da obrigatoriedade facultativa do voto para maiores de 70 anos, idosos demonstraram forte senso de dever cívico ao comparecer às urnas no Distrito Federal. Elenita da Silva, 71 anos, que se recupera de uma cirurgia no joelho, fez questão de votar em Águas Claras, mesmo necessitando de auxílio de uma bengala. “Acho importante que todas as pessoas exerçam (o direito ao voto) porque só assim a gente pode mudar alguma coisa”, afirmou, pedindo atenção especial para a saúde e a educação no país.
Valdeci Bezerra, 81 anos, classificado como “super idoso” devido à sua longevidade e superação de um tratamento de câncer, também fez questão de votar, com o apoio de seu filho. “A gente precisa votar, a gente tem que defender o nosso Brasil. Não dá pra deixar pra depois”, declarou.
A professora aposentada Lucilda de Oliveira, 76 anos, que não tem mais a obrigatoriedade de votar, explicou que o faz pelos filhos e netos. Ela expressou o desejo por governantes “honestos e com caráter”, sem a necessidade de políticas específicas para a terceira idade.
No grupo de jovens, a participação também foi notável. Cecília Borgato, 17 anos, votou pela primeira vez e destacou a importância da representatividade para a juventude. “Eu votei em candidatos que têm compromisso com a tarifa zero, com as cotas, que são coisas que eu acredito”, disse, ressaltando a relevância do voto para as minorias e para o social.
Maria Clara, que tirou o título de eleitor aos 16 anos, reforçou a importância da participação jovem para a democracia. “O Brasil depende das nossas escolhas, das nossas decisões. Se você se abstém, você abre mão de fazer essa escolha”, alertou, esperando um país mais justo e democrático.
Embora o número de jovens de 16 e 17 anos registrados para votar tenha apresentado uma queda em relação às eleições anteriores, os dados do TSE indicam um engajamento significativo desses eleitores, que buscam influenciar o futuro do país através do voto.

