As vendas de veículos no Brasil alcançaram um novo recorde em setembro, com o registro de 509.686 unidades. Este número representa um crescimento de 8,32% em relação a setembro do ano anterior e um aumento de 1,15% quando comparado a agosto deste ano. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
O levantamento abrange a comercialização de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o setor já contabiliza mais de 4,2 milhões de unidades emplacadas, com uma alta expressiva de 14,41%.
Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, destacou que o mercado continua apresentando forte demanda por veículos novos, mesmo diante de um cenário de crédito ainda desafiador. Ele ressaltou que a concorrência entre as montadoras e programas de incentivo, como o Move Brasil e o Carro Sustentável, têm sido fatores determinantes nas decisões de compra dos consumidores, especialmente para automóveis e comerciais leves.
No segmento de caminhões, o crescimento em setembro foi de 2,51% sobre agosto e 2,65% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar desses números positivos mensais, o acumulado do ano para caminhões ainda registra uma queda de 3,89%. Arcelio Junior explicou que o Programa Move, focado na renovação da frota de caminhões, foi fundamental para reverter a tendência de queda neste setor, ao oferecer incentivos para investimentos ligados à atividade econômica.
Os segmentos de automóveis e comerciais leves apresentaram um crescimento consistente, com alta de 2,13% sobre agosto e 16,16% na comparação anual. Já o setor de ônibus registrou um aumento de 12,09% em relação a agosto e 18,43% na comparação com setembro de 2025, também impulsionado pelo programa Move Brasil.
As motocicletas, por outro lado, apresentaram uma leve queda de 0,09% em relação a agosto e 0,41% em comparação ao ano anterior, um resultado que a Fenabrave considera próximo da estabilidade.
A Fenabrave mantém a projeção de crescimento de 8,6% para o fechamento do ano, o que totalizaria mais de 5,3 milhões de unidades comercializadas. No entanto, a entidade informou que essa previsão pode ser revista em novembro, dependendo do desempenho do mercado em outubro, que fornecerá mais indicativos sobre os ajustes necessários para o fechamento do ano.

