O sistema de pagamentos instantâneos Pix atingiu um novo marco histórico no Brasil em setembro, com o número de chaves cadastradas ultrapassando a impressionante marca de 1 bilhão. Os dados divulgados pelo Banco Central (BC) revelam que o país contabilizava 1,008 bilhão de registros até o dia 30 daquele mês, um aumento expressivo em relação aos 998 milhões registrados em agosto.
Desde o final de 2025, o crescimento foi de aproximadamente 80 milhões de chaves, demonstrando a rápida adoção e popularidade do serviço. É importante notar que o número de chaves não reflete diretamente a quantidade de usuários. Como cada pessoa pode registrar múltiplas chaves, o Pix atende atualmente cerca de 170 milhões de clientes, entre indivíduos e empresas, o que resulta em uma média de quase seis chaves por usuário.
Do total de chaves registradas, a grande maioria, 956,7 milhões, está vinculada a pessoas físicas, enquanto 51,2 milhões pertencem a empresas. As chaves aleatórias se destacam, representando mais da metade dos cadastros (52,3%), permitindo que os usuários recebam transferências sem a necessidade de compartilhar dados pessoais como CPF, telefone ou e-mail.
A distribuição das chaves por tipo é a seguinte: aleatórias (526,8 milhões), celulares (166,3 milhões), CPF (153,9 milhões) e e-mails (144,6 milhões).
As chaves Pix funcionam como identificadores únicos associados a contas bancárias ou de pagamento, simplificando transações financeiras. Os usuários podem optar por cadastrar seu CPF/CNPJ, número de telefone, endereço de e-mail ou uma chave aleatória. Pessoas físicas podem ter até cinco chaves por conta, e empresas, até 20, sendo que cada chave só pode ser associada a uma conta por vez. O processo de cadastro e gerenciamento é realizado via aplicativo ou internet banking da instituição financeira, mas o uso da chave não é obrigatório, já que dados bancários e QR Codes também são alternativas válidas.
O crescimento exponencial no número de chaves está diretamente ligado ao uso contínuo do Pix para transações diárias. Em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central processou 7,1 bilhões de transações, movimentando cerca de R$ 3,2 trilhões. O SPI é responsável por processar e liquidar transferências em tempo real entre diferentes instituições financeiras.
Em relação à segurança, a chave aleatória oferece um nível adicional de privacidade. No entanto, o Banco Central recomenda que os usuários sempre verifiquem a identidade do destinatário antes de confirmar qualquer transação. Em novembro de 2025, o BC anunciou o estudo de mecanismos adicionais para prevenir fraudes, como o bloqueio de criação de novas chaves não autorizadas.

