Em um pronunciamento marcante ao Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um balanço otimista sobre o desempenho de seu governo ao final de 2025, desafiando as previsões pessimistas e destacando uma série de conquistas econômicas e sociais.
A mensagem, entregue durante a sessão solene que marcou o reinício dos trabalhos legislativos, apontou para um cenário contrastante com as expectativas iniciais. Lula afirmou que, em vez de estagnação econômica, inflação descontrolada e fuga de investimentos, o Brasil emergiu fortalecido. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento pelo terceiro ano consecutivo, o dólar apresentou a maior queda em nove anos, e a Bolsa de Valores alcançou um avanço expressivo de 34%, superando a marca histórica de 160 mil pontos.
O documento, com mais de 900 páginas e entregue formalmente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, detalhou ainda o fluxo de investimentos estrangeiros, que atingiu US$ 77,7 bilhões, o maior volume dos últimos sete anos, consolidando o país como um destino atrativo para capital externo.
No âmbito social, o presidente ressaltou a taxa de desemprego em 5,2%, a menor já registrada, e o aumento da renda média dos trabalhadores para R$ 3.574, o maior patamar histórico. A inflação fechou o ano em 4,26%, a menor taxa em sete anos, com projeções de atingir a menor inflação acumulada da história ao final do mandato.
Esses indicadores positivos, segundo Lula, permitiram que dois milhões de famílias deixassem o programa Bolsa Família. Ele também destacou a retirada do Brasil do Mapa da Fome pela segunda vez em 2025, contrastando com a situação de insegurança alimentar encontrada em 2023. A pobreza e a desigualdade de renda teriam atingido os menores índices registrados, com 17,4 milhões de brasileiros saindo da pobreza e a classe C expandindo sua participação na população para 61%, indicando um caminho para o país se tornar majoritariamente de classe média.

