A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) lançou um apelo urgente por US$ 14,85 milhões para prestar assistência às famílias venezuelanas impactadas pelos severos terremotos que assolaram o país em 24 de junho. Os tremores, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, causaram um rastro de destruição, resultando em mais de 2 mil mortos e aproximadamente 11 mil feridos.
A necessidade de recursos adicionais é crítica, pois a operação da Acnur na Venezuela já operava com restrições financeiras antes mesmo da catástrofe. Os fundos solicitados são essenciais para a continuidade da ajuda humanitária em andamento e para garantir a proteção das populações mais vulneráveis atingidas pelos sismos.
Segundo a Acnur, até a data dos terremotos, apenas 11% do financiamento previsto para suas atividades no país em 2026 havia sido recebido, evidenciando a precariedade orçamentária prévia. Os abalos sísmicos tiveram seu epicentro em La Guaira e na Grande Caracas, mas os efeitos foram sentidos também nos estados de Miranda, Carabobo, Yaracuy, Falcón e Aragua.
As consequências dos terremotos vão além das perdas humanas. Centenas de residências foram total ou parcialmente destruídas, unidades hospitalares sofreram danos estruturais e serviços básicos como fornecimento de água, eletricidade, telecomunicações e transporte permanecem severamente comprometidos. Milhares de famílias perderam seus lares e encontram-se abrigadas em locais improvisados, como escolas e igrejas, ou em espaços públicos.
A agência da ONU alerta que a situação agrava o risco de violência, separação familiar e outras violações de direitos, afetando de maneira desproporcional crianças, idosos, pessoas com deficiência e refugiados. Do montante solicitado, US$ 4 milhões serão alocados para ações de proteção, enquanto US$ 10,85 milhões serão destinados à aquisição de itens de socorro e à provisão de abrigos temporários. As prioridades da Acnur concentram-se na proteção e na assistência emergencial imediata aos desabrigados e afetados.

