Dez anos após a canonização de Madre Teresa, um advogado veio a público para defender a religiosa de acusações sobre a suposta falta de analgésicos em suas instituições. As controvérsias ganharam força em diferentes momentos, levantando questionamentos sobre as práticas médicas adotadas pelas Missionárias da Caridade, ordem fundada por ela.
Em sua argumentação, o defensor destacou os complexos desafios enfrentados pelas equipes médicas em Calcutá, na Índia, onde a obra de Madre Teresa se concentrou. Ele explicou que a disponibilidade e a administração de medicamentos potentes, como analgésicos fortes, eram, e ainda são, uma questão delicada em muitas regiões em desenvolvimento. Fatores como regulamentação local, acesso restrito a certos fármacos e a necessidade de priorizar tratamentos básicos para uma população com recursos limitados contribuíam para a escassez.
O advogado ressaltou que a visão de Madre Teresa e de suas seguidoras sempre foi voltada para o cuidado humanitário integral, oferecendo conforto, dignidade e alívio do sofrimento dentro das possibilidades e contextos da época e do local. Ele apontou que a instituição operava com recursos muitas vezes precários, e a gestão de qualquer tipo de medicamento exigia um planejamento cuidadoso para atender ao maior número possível de necessitados, priorizando, quando necessário, a oferta de cuidados paliativos e conforto espiritual, além do alívio da dor.
A defesa busca esclarecer que as críticas, embora possam ter surgido de preocupações legítimas, não consideram plenamente as realidades operacionais e as limitações enfrentadas pelas organizações que atuam em condições extremas. O advogado reiterou o compromisso das Missionárias da Caridade em oferecer o melhor cuidado possível aos seus assistidos, mesmo diante de adversidades significativas.

