A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi revisada ligeiramente para baixo. Segundo o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), a previsão para este ano caiu de 5,01% para 5%.
Apesar da leve redução, a projeção para 2024 ainda se encontra acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. A meta central de inflação é de 3%, com uma banda de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
A desaceleração da inflação em julho, impulsionada pela queda nos preços dos alimentos, contribuiu para que o IPCA acumulado em 12 meses retornasse ao intervalo da meta governamental, registrando 4,44%. O IBGE divulgará a prévia da inflação de agosto na próxima sexta-feira (11).
Para os anos seguintes, as projeções indicam uma trajetória de desaceleração inflacionária: a previsão para 2027 subiu ligeiramente de 4,28% para 4,29%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 permanecem em 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14% ao ano, o mercado financeiro projeta que ela termine 2026 em 13,75%. As previsões para os anos subsequentes indicam cortes graduais, com a Selic chegando a 12% ao ano em 2027 e 10,5% em 2028, finalizando 2029 em 10% ao ano. A política de juros do BC, embora focada em controlar a inflação, tem enfrentado desafios com a volatilidade de preços internacionais, como o observado no setor de combustíveis e alimentos devido a conflitos globais.
No que tange ao Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para o Brasil em 2024 foi ajustada de 1,92% para 1,93%. As projeções para os anos seguintes apontam para uma expansão de 1,5% em 2027, seguida por 1,96% em 2028 e 2% em 2029. Dados recentes do IBGE indicam um crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o anterior, totalizando 1,9% em 12 meses. Em 2025, a economia já havia apresentado expansão de 2,3%, com destaque para o setor agropecuário.
Quanto à taxa de câmbio, a expectativa para o dólar ao final de 2024 é de R$ 5,20, com projeção de R$ 5,30 para o final de 2027.

