As pesquisas eleitorais da próxima semana serão cruciais para que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) decidam se comparecerão ao último debate televisivo do primeiro turno, nesta quarta-feira (23/9). O encontro da TV Globo está marcado para 1º de outubro, mas nenhum dos dois confirmou presença até agora, embora as duas campanhas reconheçam que ambos avaliam ir.
Auxiliares do governo têm recomendado que Lula compareça, diante das oscilações positivas do filho primogênito de Jair Bolsonaro nas últimas pesquisas. No Palácio do Planalto, a avaliação é de que, com a presença de Flávio, as críticas ao petista tendem a ser pulverizadas. O debate também permitiria ao presidente defender sua administração das críticas dos candidatos de direita.
Segundo integrantes da campanha, porém, a presença de Lula dependerá do resultado dos próximos levantamentos. Se eles indicarem que o pacote eleitoral anunciado nos últimos dias não surtiu efeito sobre o eleitorado da base da pirâmide social, o presidente deve ir.
Flávio, por sua vez, acenou que comparecerá ao debate se Lula marcar presença. A avaliação na campanha do bolsonarista, no entanto, é oposta à do lado petista. Com a oscilação positiva do candidato de direita, o diagnóstico é que ele tem mais a perder do que a ganhar ao participar, sobretudo porque deve se tornar o alvo favorito dos oponentes.
Ainda assim, a campanha de Flávio considera que vale o desgaste de imagem na tentativa de cristalizar a polarização com o presidente e fazer um apelo ao voto útil já no primeiro turno.
No segundo turno, o cenário é diferente, admitem petistas e bolsonaristas. Com a indefinição do quadro eleitoral, a tendência é que Lula e Flávio compareçam a pelo menos dois debates televisivos. Até agora, nenhum dos dois participou de confrontos eleitorais promovidos por emissoras de TV.
*com informações da CNN

