O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) lançou o “Manifesto pelo Futuro da Nação” nesta segunda-feira (7/9), durante um ato no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. O documento traz críticas ao atual sistema político e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de defender mudanças nas instituições e o avanço das investigações sobre o Banco Master. Renan convidou os demais presidenciáveis a assinarem o manifesto.
Durante o discurso, o candidato chamou o ministro Alexandre de Moraes de “imperador” e afirmou que, se eleito, não pretende reconhecer decisões de Moraes e do ministro Dias Toffoli que considere ilegais. “Decisão ilegal não se cumpre”, declarou.
Renan também disse que o Brasil é dominado pelo crime organizado e comparou áreas sob influência de facções, como o PCC e o Comando Vermelho, à atuação do próprio STF. Sobre o Banco Master, pediu a abertura do que chamou de “caixa-preta” da instituição e defendeu a prisão dos envolvidos em eventuais irregularidades.
O candidato defendeu ainda uma nova Constituição, afirmando que a atual Carta e os constituintes “fracassaram”. Ao comentar o 7 de Setembro, disse que o Brasil teria apenas uma “independência formal” e declarou que “o Estado brasileiro é inimigo dos brasileiros”.
Renan critica “populismo” pró-mulheres
Em seu discurso, Renan criticou candidatos que defendem a indicação de mulheres para o STF. “Meus adversários estão propondo como solução nomear mulheres para o STF. Não me parece ser essa a solução, a despeito de termos mulheres muito qualificadas para os cargos. Parece que está todo mundo fazendo média em um país onde as mulheres também desistiram de discutir política”, afirmou.
O candidato do Missão fez críticas gerais à administração do país e voltou a dizer que o brasileiro “odeia o Brasil”. Como exemplo, citou a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais. “As pessoas odeiam tanto o Brasil que, quando você pensa em melhorar, as pessoas fazem objeções contra você (…) O Brasil se tornou um lixo!”, disse.
Para Renan, votar em Lula ou em Flávio Bolsonaro seria “desistir do Brasil”. O candidato também mirou o escritor Augusto Cury (Avante), afirmando que o discurso do adversário representaria uma postura de resignação. “A resposta que o eleitor está dando, de meia-idade, e especialmente mulher, é: ‘Não quero saber de nada de política, quero rivotril’, que é o discurso do Augusto Cury, que é muito pior”, disse. “O terceiro colocado agora nas pesquisas prega que você não faça nada. Nada!”, completou.

