Em meio à cúpula do G20 sediada nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump manifestou a intenção de usar o encontro para formar uma frente unida contra o Irã, focando em medidas de pressão econômica. A reunião, que congrega ministros das finanças e presidentes de bancos centrais das maiores economias do mundo, oferece uma plataforma para que os EUA busquem apoio internacional em sua política externa em relação a Teerã.
A estratégia americana visa intensificar o isolamento econômico do Irã, com o objetivo de forçar o governo iraniano a renegociar acordos internacionais e cessar atividades consideradas desestabilizadoras na região. A proposta de Trump surge em um momento de tensões elevadas entre os dois países, após uma série de incidentes no Golfo Pérsico e o desmantelamento parcial do acordo nuclear de 2015 pelos Estados Unidos.
A pauta oficial do G20 inclui a discussão sobre a saúde da economia global, riscos de desaceleração e a necessidade de coordenação em políticas monetárias e fiscais. No entanto, a iniciativa de Trump adiciona uma dimensão geopolítica ao evento, com potencial para influenciar as negociações e as relações entre os membros do bloco. A adesão de outros países à proposta americana, contudo, ainda é incerta, dado o delicado equilíbrio das relações diplomáticas e comerciais globais.

