O balanço de vítimas fatais em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 920, conforme anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, nesta sexta-feira (26). A tragédia também deixou 3.360 feridos, com 172 pessoas ainda presas sob os escombros e mais de 4.000 desalojadas.
O país tem registrado um número expressivo de réplicas, com 302 tremores secundários contabilizados até o momento. Os abalos sísmicos causaram danos severos na capital, Caracas, e em diversas outras cidades, incluindo La Guaira, Aragua, Miranda, Carabobo, Falcón e Yaracuy. A cidade costeira de La Guaira foi particularmente atingida, com a destruição de cerca de 100 edifícios.
Equipes de resgate, compostas por venezuelanos e voluntários internacionais, trabalham incansavelmente contra o tempo na esperança de encontrar sobreviventes entre os destroços. A situação é crítica, com infraestruturas severamente comprometidas, incluindo rodovias rachadas e edifícios reduzidos a escombros.
Um alerta do Serviço Geológico dos Estados Unidos indicava um alto potencial para mais de 10.000 mortes, o que colocaria este evento sísmico entre os mais devastadores da história recente da América Latina. Relatos de moradores, como o de Jennifer Palacios, de 25 anos, cujos familiares ficaram presos após o desabamento de parte de um complexo habitacional, evidenciam a urgência da situação e a necessidade de equipamentos pesados para auxiliar nos resgates.
Em resposta à catástrofe, houve um alívio temporário nas sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos à Venezuela. Uma missão humanitária brasileira, composta por 44 profissionais e 12 toneladas de equipamentos, tem previsão de chegada ao país na noite desta sexta-feira. O ministro da Defesa brasileiro também deve visitar a Venezuela na próxima semana, a pedido do presidente Lula, para avaliar a situação e oferecer suporte.

