A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou sua intenção de estabelecer um corredor humanitário no Estreito de Ormuz. O objetivo é facilitar a evacuação de embarcações e tripulantes que se encontram retidos no Golfo Pérsico em decorrência do acirramento dos conflitos na região do Médio Oriente.
Arsenio Dominguez, secretário-geral da OMI, declarou que a organização está preparada para iniciar imediatamente as negociações com todas as partes envolvidas. A proposta surge após uma sessão extraordinária do Conselho da OMI realizada em Londres, onde a urgência da situação foi discutida.
A OMI, agência ligada às Nações Unidas, estima que aproximadamente 20 mil tripulantes estejam a bordo de cerca de 3.200 navios impedidos de circular no Golfo Pérsico. A insegurança no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico por onde transita uma parcela significativa do petróleo mundial, intensificou-se após bloqueios impostos pelo Irã em resposta a ações militares.
Dominguez ressaltou que a concretização do corredor humanitário dependerá da colaboração e do compromisso de todos os países afetados, assim como do setor marítimo e de outras agências da ONU.
Em paralelo, governos da Europa, incluindo França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Países Baixos, juntamente com o Japão, emitiram um comunicado conjunto expressando sua disposição em contribuir para a segurança da passagem pelo Estreito de Ormuz. O documento saúda os esforços preparatórios em andamento, embora não especifique os detalhes da operação.
A declaração europeu-japonesa ocorre em um contexto de divergências sobre a estratégia para lidar com a crise. Anteriormente, estas nações haviam se abstido de participar de iniciativas lideradas pelos Estados Unidos e Israel para forçar a reabertura da rota, o que gerou reações de outras lideranças internacionais.
O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, tem provocado instabilidade nos mercados financeiros, elevando os preços do barril e gerando preocupações com repercussões econômicas globais.

