A moeda americana registrou uma queda significativa nesta terça-feira (21), encerrando o dia cotada a R$ 5,073, o menor valor desde 15 de junho. A valorização do real foi impulsionada pela alta internacional do petróleo, que beneficia países exportadores como o Brasil, e pela manutenção de juros elevados no mercado doméstico.
No cenário internacional, o preço do petróleo Brent e do WTI avançou pelo terceiro dia consecutivo, em meio às crescentes tensões no Oriente Médio. A alta da commodity favoreceu moedas de economias emergentes, com o real brasileiro apresentando um dos melhores desempenhos do dia, atrás apenas do peso colombiano.
A força dos juros no Brasil continua atraindo investimentos de carry trade, onde capital financeiro migra de economias desenvolvidas para mercados emergentes em busca de maiores retornos. Esse fluxo contribui para a valorização da moeda brasileira.
Apesar de incertezas geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã e novas tarifas americanas, o mercado de câmbio mostrou volatilidade controlada durante a sessão. No acumulado do ano, o dólar acumula uma desvalorização de 7,57% frente ao real.
Na bolsa de valores, o Ibovespa operou perto da estabilidade, registrando uma leve queda de 0,03% e fechando aos 173.325,65 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 17,9 bilhões, abaixo da média diária do ano.
As ações da Petrobras apresentaram alta, acompanhando a valorização do petróleo, e ajudaram a mitigar as perdas do índice. Os papéis ordinários subiram 1,43% e os preferenciais avançaram 1,24%.
O desempenho da bolsa brasileira divergiu dos mercados internacionais, que fecharam em alta, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia. A volatilidade no mercado doméstico foi influenciada por incertezas geopolíticas e pelo baixo volume de negócios.
Os preços do petróleo foram pressionados por ameaças à navegação no estratégico Estreito de Bab-el-Mandeb e pela possibilidade de interrupções no fluxo global, elevando o prêmio de risco da commodity.

