Representantes do setor de turismo se reunirão com a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados na próxima terça-feira (8) para discutir as potenciais consequências do fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados e um de descanso semanal). A audiência, marcada para as 14h no plenário 5, visa analisar os riscos de impor um modelo de jornada único para um setor que opera de maneira contínua e atípica.
A iniciativa do debate partiu do deputado Bibo Nunes (PL-RS), que expressou preocupação com a rigidez de uma jornada de trabalho padronizada. Segundo ele, o turismo tem uma demanda concentrada em fins de semana, feriados e alta temporada, e muitas de suas atividades são intrinsecamente ligadas à presença física, com pouca margem para automação em curto prazo.
O parlamentar argumenta que uma redução na jornada de trabalho, como a proposta de quatro dias semanais ou a diminuição da carga horária para 36 horas semanais (em análise nas PECs 8/25 e 221/19, respectivamente), poderia forçar a contratação de mais funcionários. Isso, por sua vez, eleva os custos trabalhistas com salários e horas extras, impactando diretamente os custos fixos das empresas.
Bibo Nunes alerta que tal cenário pode levar a uma redução na oferta de serviços e a uma consequente perda de competitividade para o turismo brasileiro no cenário nacional e internacional.

