Uma força-tarefa conjunta entre Brasil e Estados Unidos terá 30 dias para apresentar uma proposta que resolva o impasse sobre tarifas de exportação e uma investigação comercial iniciada pelos EUA contra o Brasil. A decisão foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após um encontro de mais de três horas com o presidente norte-americano Donald Trump na Casa Branca.
O objetivo é que a proposta seja submetida aos líderes em até um mês. O Brasil reitera seu pedido pelo encerramento da investigação, que se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA e acusa o país de concorrência desleal, citando práticas como o Pix, tarifas sobre etanol, desmatamento ilegal e proteção de propriedade intelectual. Lula enfatizou a disposição brasileira em dialogar e ceder, caso necessário, para alcançar um acordo.
Durante a reunião, foram discutidos diversos temas, incluindo comércio, combate ao crime organizado e minerais críticos. Trump descreveu o encontro como produtivo e chamou Lula de um presidente “muito dinâmico”. A expectativa é que as equipes técnicas avancem nas negociações nos próximos meses.
No combate ao crime organizado, ficou acertado um plano de cooperação para sufocar financeiramente organizações criminosas transnacionais, com ações conjuntas entre as Receitas Federais do Brasil e dos EUA para bloquear o contrabando de armas e o tráfico de drogas. O Brasil também informou sobre a aprovação de uma lei para a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, buscando maior valor agregado na exploração de recursos como as terras raras, cujas reservas brasileiras são as segundas maiores do mundo.
Lula também entregou a Trump uma lista de autoridades brasileiras e seus familiares que ainda enfrentam restrições de vistos, como retaliação a decisões judiciais no Brasil. A comitiva brasileira, composta por diversos ministros, retorna ao Brasil com otimismo em relação aos acordos bilaterais.

