O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho, incluindo o fim da escala 6×1, ocorrerá de maneira colaborativa. Ele afirmou que o governo federal considerará as demandas específicas de cada setor econômico para garantir que as mudanças beneficiem a sociedade.
A declaração foi feita em São Paulo, após Lula receber uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic). O presidente destacou a importância do setor para a geração de empregos e o desenvolvimento do país.
Lula enfatizou que a jornada de trabalho será adaptada às especificidades de cada categoria profissional e setor econômico, evitando imposições. “Ninguém vai impor isso na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, para fazer as coisas resultarem no benefício que nós queremos para a sociedade brasileira”, declarou, buscando transmitir segurança aos empresários.
O presidente também abordou a questão do fim da escala 6×1, que visa garantir dois dias de descanso semanal aos trabalhadores. Ele argumentou que essa mudança é necessária devido às transformações sociais e aos avanços tecnológicos, que aumentam o desejo da população por mais tempo para lazer, estudo e convívio familiar. “Não fiquem assustados com o fim da escala 6 por 1. Isso é algo necessário, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa; quer mais tempo para o lazer; quer mais tempo para estudar e para namorar. Isso normal porque a sociedade tem avançado muito, com os avanços tecnológicos”, explicou.
Dirigindo-se especificamente aos representantes da construção civil, Lula ressaltou a relação de interdependência entre o governo e o setor. Ele mencionou a necessidade de os empresários gerarem empregos e executarem obras de infraestrutura, enquanto o governo pode oferecer suporte através de financiamentos. “E vocês precisam de mim para fazer financiamento. É uma via de duas mãos. Eu dou e recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for assim, não funciona”, concluiu.

