O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para sua décima participação na Cúpula do G7, que reúne as sete maiores economias do mundo. O encontro, sediado na França entre 15 e 17 de junho, contará com a presença de líderes de países convidados, incluindo Brasil, Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito.
A agenda de Lula inclui três eventos principais. No dia 16, ele discursará em uma sessão focada em parcerias internacionais para o desenvolvimento, onde pretende reforçar a necessidade de ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). Essa ajuda financeira, destinada a países em vulnerabilidade, tem apresentado declínio nos últimos anos, gerando preocupação entre as nações em desenvolvimento.
A França, que preside o G7 este ano, busca um consenso para uma declaração conjunta que fortaleça a ajuda internacional, possivelmente com envolvimento do setor privado. O Brasil, embora não seja membro pleno, poderá contribuir com sua perspectiva sobre o tema.
No dia 17, o presidente abordará a questão do crescimento econômico equilibrado e a urgência de reformar a governança global. Lula defenderá o fortalecimento de instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU), criticando o desmonte do multilateralismo e a desvalorização das instituições internacionais.
A participação de Lula ocorre em um contexto de tensões comerciais, como a recente sugestão dos Estados Unidos de taxar importações brasileiras, em parte devido ao funcionamento do Pix e outros serviços de pagamento. O Brasil também participará de um almoço dedicado à Inteligência Artificial, onde apresentará suas visões sobre as oportunidades e os riscos dessa tecnologia, em linha com o debate em curso no Congresso Nacional sobre a regulamentação da IA.
Outros temas relevantes na pauta do G7 incluem a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, combate ao narcotráfico, luta contra o câncer, enfrentamento ao contrabando de migrantes e minerais críticos. No que diz respeito aos minerais críticos, o Brasil, detentor de vastas reservas, defenderá uma abordagem voltada ao desenvolvimento e à agregação de valor local.

