A fila de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu seu menor patamar desde o início da série histórica em janeiro de 2023, com 1,282 milhão de requerimentos pendentes até 24 de agosto. Este número representa uma redução expressiva de 59% em comparação com janeiro, quando o montante chegava a 3,073 milhões.
Os dados foram divulgados pelo diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). A diminuição é ainda mais acentuada quando se consideram os processos que aguardam há mais de 45 dias. Atualmente, são 261 mil requerimentos nessa situação, uma queda de 86% em relação aos 1,882 milhão registrados em janeiro.
É importante notar que o número total de requerimentos não corresponde diretamente ao número de segurados, pois um indivíduo pode ter mais de um pedido em análise simultaneamente. Os principais indicadores da redução são: fila total de 1,282 milhão de processos, queda de 59% desde janeiro, 261 mil requerimentos com mais de 45 dias de espera e uma redução de 86% nessa categoria específica desde o início do ano.
Paralelamente à redução da fila, o INSS tem registrado um número recorde de concessões de benefícios. Entre janeiro e julho de 2026, o instituto concedeu em média 730 mil benefícios mensais, um aumento de 67% em relação aos 438 mil benefícios mensais concedidos no mesmo período de 2022. Em 2025, a média mensal entre janeiro e julho foi de 641 mil benefícios.
O tempo médio para a análise de um benefício pelo INSS está atualmente em 35 dias, com variações conforme o tipo de solicitação. O salário-maternidade leva em média 11 dias, benefícios por incapacidade 30 dias e aposentadorias 33 dias. Benefícios assistenciais demandam um prazo maior, cerca de 65 dias, devido à necessidade de perícia médica e avaliação biopsicossocial.
A fila para perícias médicas também apresentou uma redução significativa. O número de pessoas aguardando atendimento caiu de 1,230 milhão em novembro de 2025 para 196.615 em agosto de 2026, uma diminuição de 84%. O tempo médio nacional de espera por uma perícia reduziu de 70 dias em agosto de 2023 para 17 dias atualmente, uma queda de 75%.
Apesar da melhoria geral, o tempo de espera para perícias médicas ainda varia entre os estados. Enquanto Mato Grosso do Sul registra uma média de seis dias e São Paulo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba e Rio de Janeiro cerca de 15 dias, o Distrito Federal apresenta o tempo médio mais longo entre as unidades citadas, com 38 dias.

