As vendas de títulos públicos para pessoas físicas através do Tesouro Direto alcançaram o maior volume já registrado para um mês de julho. Em julho, o programa registrou R$ 11,67 bilhões em vendas, impulsionado em parte pela performance do recém-lançado Tesouro Reserva.
Este resultado representa o terceiro maior volume de vendas do ano, ficando atrás apenas de março (R$ 14,79 bilhões) e junho (R$ 14,77 bilhões). Comparado a junho deste ano, o volume de julho foi 20,98% superior. Na comparação com julho do ano passado, o crescimento é ainda mais expressivo, atingindo 60,65%.
Os títulos atrelados à taxa básica de juros (Selic), que se encontra em 14% ao ano, foram os mais procurados, respondendo por 51,2% das vendas totais. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,18 bilhões, representando 35,8% do total. O novo Tesouro Reserva, indexado aos juros básicos e comparado a “caixinhas” de bancos digitais, atraiu R$ 1,79 bilhão, correspondendo a 15,3% das vendas.
Títulos indexados à inflação (IPCA) representaram 27,1% das vendas, enquanto os títulos prefixados, com rentabilidade definida na emissão, totalizaram 15,5%. Outros produtos, como o Tesouro Renda+ (para aposentadoria) e o Tesouro Educa+ (para financiamento estudantil), responderam por 4,3% e 1,9% das vendas, respectivamente.
O estoque total do Tesouro Direto encerrou julho em R$ 272,26 bilhões, um aumento de 3,73% em relação ao mês anterior e de 46,58% em relação a julho de 2023. O crescimento se deve à atratividade dos juros e ao fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 7,37 bilhões no mês.
O programa também viu um aumento no número de participantes. Em julho, 270.502 novos investidores se cadastraram, elevando o total de cadastrados para 36.124.180. O número de investidores ativos cresceu 22,89% em 12 meses, chegando a 3.808.491.
A predominância de pequenos investidores é notável, com 78,4% das 1.444.518 operações de vendas em julho sendo de até R$ 5 mil, sendo 55,5% delas de até R$ 1 mil. O valor médio por operação ficou em R$ 8.076,26.
Em termos de prazos, investidores mostraram preferência por títulos de médio prazo. Títulos com vencimento de até cinco anos representaram 43,4% das vendas, seguidos por prazos de cinco a dez anos (39,8%) e mais de dez anos (16,8%).

