O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária de julgamentos prevista para esta quarta-feira (9/9). A decisão ocorre em meio a mais uma escalada da crise na Suprema Corte. Segundo apurou a CNN, os demais ministros foram apenas comunicados do cancelamento.
Fachin também participaria, na manhã desta quarta-feira (9/9), da abertura de uma audiência pública sobre normas e políticas de gestão de precatórios no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas cancelou a agenda. Até o momento, não há previsão de reunião entre os magistrados.
Ainda nesta manhã, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada, aos respectivos cargos. Há menos de 24 horas, os dois haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça.
Uma ala da Corte vê a decisão de Dino como um atropelo a Fachin. Isso porque, nesta terça-feira (8/9), a AGU (Advocacia-Geral da União) já havia recorrido da decisão de Mendonça por meio de um instrumento jurídico que colocava o futuro de Andrei nas mãos do presidente do STF. Ainda naquele dia, Fachin havia determinado que Mendonça se manifestasse em 72 horas sobre a decisão antes de avançar na análise do caso — prazo que começou a ser contabilizado na manhã desta quarta-feira (9/9).
Para o entorno de Mendonça, houve uma afronta não apenas à decisão do ministro sobre os afastamentos na PF, mas à Segunda Turma como um todo, que já havia formado maioria, apesar de um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Segundo fontes, Mendonça já procurou Fachin nesta quarta-feira (9/9) para pedir providências do presidente do STF a fim de restabelecer a ordem na Corte.

