A Meta bloqueou a Polymarket no Brasil nesta sexta-feira (25/9), após o Ministério da Fazenda solicitar o bloqueio das páginas não oficiais da plataforma no Instagram.
A Polymarket atua no mercado de previsão, em que os apostadores negociam suposições com dinheiro real — geralmente em criptomoedas — sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem. Esse tipo de operação está proibida no país desde maio.
A plataforma oferecia apostas sobre a eleição presidencial. Os participantes compram e vendem contratos atrelados a resultados políticos, e os preços desses ativos variam conforme a demanda. Na prática, os percentuais exibidos funcionam como uma estimativa coletiva de probabilidade: quanto mais usuários compram um determinado resultado, maior tende a ser o seu valor no mercado. Isso não significa, porém, intenção de voto declarada, nem segue critérios metodológicos de pesquisas eleitorais, como amostragem representativa da população.
A CNN Brasil procurou a Polymarket e aguarda posicionamento.
Resolução proíbe apostas sobre eleições
Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que proíbe a oferta e a negociação de apostas atreladas a temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento no Brasil, praticadas por plataformas que atuam em mercados preditivos.
A regra dispõe sobre a organização e o funcionamento do mercado de derivativos no país. Isso significa que não se aplica às bets, que operam em um modelo no qual, se a aposta acertar, há o pagamento de um prêmio fixo. Já no caso de plataformas como Kalshi e Polymarket, a operação se dá em chamados “mercados de previsão”, em que os operadores vendem contratos do tipo “sim ou não” e o comprador recebe um prêmio caso sua aposta se realize.
Na prática, a resolução impede as plataformas de oferecerem apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam econômicos, a critério da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

