O deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que “o Amazonas vai parar” caso ele e seu aliado Kidson Maia (PL), candidato não eleito a deputado estadual, sejam presos, nesta quinta-feira (15/10).
A declaração foi feita depois de a Justiça Eleitoral do Amazonas determinar a suspensão do porte e da posse de armas de fogo dos dois e impor medidas protetivas em favor da deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), candidata a vice-governadora.
“Isso é sujeira, coisa que a esquerda está acostumada a fazer. Nós não temos medo de cadeia. A sua vice pediu nossa prisão. Se isso acontecer, o Amazonas vai parar e a resposta vai ser dada nas urnas”, declarou Salazar.
Na gravação, o parlamentar eleito atribuiu a situação a uma suposta ação política da esquerda, discurso que não havia usado até então. A declaração ocorre em meio a uma decisão judicial que estabeleceu restrições aos dois após um episódio registrado durante um debate eleitoral.
Suspensão de armas e medidas protetivas
A Justiça Eleitoral do Amazonas determinou a suspensão do porte e da posse de armas de fogo de Salazar e Kidson. A decisão também estabeleceu a proibição de contato com Alessandra Campelo e a obrigação de manter distância mínima de 200 metros da deputada.
A magistrada ainda restringiu a presença dos dois nos bastidores e nas áreas reservadas às comitivas em debates, atos e eventos dos quais participe a candidata ao governo Maria do Carmo Seffair (PL), respeitadas as condições previstas na decisão.
As medidas foram adotadas após pedido de Alessandra, que relatou ter sido ameaçada nos bastidores do debate eleitoral de 13 de outubro. A deputada também pediu a prisão preventiva dos dois.

Gesto durante o debate
Conforme a decisão, Salazar e Kidson teriam feito, na direção da deputada, gestos simulando um corte na região do pescoço. Alessandra interpretou os movimentos como ameaçadores e pediu proteção judicial, além de providências criminais.
A representação também menciona publicações posteriores nas redes sociais. Segundo o relato apresentado no processo, um dos representados teria usado a expressão “passa pano” e afirmado que iria “jogar sujo” na disputa eleitoral.
A magistrada considerou, em análise inicial, que os registros audiovisuais e digitais apresentados justificavam medidas preventivas. A decisão não equivale a uma condenação criminal, nem significa que tenha sido decretada a prisão dos dois.

