Diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, emitiu um alerta consular neste sábado (28) desaconselhando viagens a 11 países da região. A medida visa proteger cidadãos brasileiros em um cenário de instabilidade militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A recomendação abrange destinos como Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria. O Itamaraty reforça que a decisão foi tomada em resposta ao agravamento da situação geopolítica e aos potenciais riscos associados.
Para os brasileiros que já se encontram nesses países, o ministério orienta a manter atenção redobrada e seguir estritamente as diretrizes das autoridades locais. Em situações de bombardeios ou ataques aéreos, a instrução é buscar abrigo imediatamente, seja em estações de metrô, viadutos, estacionamentos subterrâneos ou cômodos internos de residências, longe de áreas externas e com portas e janelas fechadas.
Adicionalmente, recomenda-se evitar áreas expostas, priorizar o interior de edificações e procurar abrigo seguro antes de realizar chamadas ou enviar mensagens. É aconselhável também manter reservas de água e evitar aglomerações e protestos. O acompanhamento de canais oficiais das embaixadas brasileiras e da imprensa local é fundamental, assim como a verificação da validade dos documentos de viagem.
Em caso de cancelamento de voos, os cidadãos devem contatar diretamente as companhias aéreas. O Itamaraty define emergência consular como situações de risco iminente à vida, segurança ou dignidade de brasileiros no exterior.
O ministério disponibilizou contatos de emergência para as representações consulares brasileiras nos países afetados, incluindo números para as embaixadas em Teerã, Tel Aviv, Doha, Kuwait, Abu Dhabi, Manama, Amã, Bagdá, Beirute, o escritório de representação em Ramala e a embaixada em Damasco.
O governo brasileiro também manifestou oficialmente sua condenação aos ataques contra o Irã, considerando a ofensiva um fator de agravamento da instabilidade regional e um risco à paz no Oriente Médio. A ação, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos e com participação de Israel, foi vista pelo Irã como uma violação de sua soberania, gerando retaliações contra alvos na região.

