A recente ofensiva militar contra o Irã, atribuída aos Estados Unidos e a Israel, resultou em um saldo devastador de pelo menos 201 mortos e aproximadamente 747 feridos. A informação foi divulgada por um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização humanitária civil, e repercutida por veículos de comunicação internacionais, como a rede Al Jazeera.
Os ataques atingiram 24 das 31 províncias iranianas, unidades administrativas equivalentes aos estados brasileiros. Em Minab, no sul do país, um ataque a uma escola de meninas causou a morte de 57 alunas e deixou 60 feridas, com relatos de cerca de 50 pessoas ainda soterradas.
A ofensiva ocorreu apenas dois dias após negociações entre americanos e iranianos sobre o programa nuclear do país. Enquanto o Irã afirma que sua tecnologia nuclear possui fins pacíficos, os Estados Unidos e aliados, notadamente Israel, expressam objeções ao seu desenvolvimento.
A ação militar gerou condenações de diversas nações, incluindo o Brasil, e um apelo por cessar-fogo por parte das Nações Unidas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou os ataques como uma medida de defesa dos americanos. Em resposta, o Irã lançou ataques contra países vizinhos que hospedam bases militares americanas, com o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hamid Ghanbari, afirmando o direito de autodefesa do país.

