Um novo programa federal, batizado de “Cidades do Futuro”, está em debate na Câmara dos Deputados com o objetivo de engajar estudantes do ensino médio no desenvolvimento de soluções criativas para desafios urbanos em suas comunidades. A proposta, que tramita sob o PL 6289/25, visa estimular o protagonismo juvenil, a cidadania ativa e o pensamento crítico, conectando os jovens diretamente com a realidade local.
A iniciativa parte da premissa de que os alunos devem primeiro identificar problemas reais em seus bairros. Em seguida, o programa prevê a articulação entre escolas, universidades, órgãos governamentais e organizações da sociedade civil para dar suporte à criatividade e aos projetos que apresentem benefícios sociais e ambientais. Os melhores trabalhos desenvolvidos pelos estudantes serão premiados e terão sua divulgação ampliada.
Sob a coordenação do Ministério da Educação, as escolas participantes poderão integrar o programa em atividades interdisciplinares e promover feiras anuais para expor as soluções propostas. Os temas abordados na proposta legislativa incluem mobilidade urbana, questões ambientais, acessibilidade, segurança pública e expressão cultural, áreas cruciais para a melhoria da qualidade de vida nas cidades.
O projeto de lei também prevê a formação de parcerias entre o governo federal, instituições de ensino e o setor privado para garantir o suporte técnico e financeiro necessário. O financiamento da iniciativa será assegurado por meio de dotações orçamentárias específicas.
O deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), autor da proposta, ressalta a importância da participação dos jovens na busca por soluções locais como um motor de transformação social. Ele cita como exemplo o projeto “Pioneiros das Águas de Manaus”, onde estudantes apresentaram propostas para o gerenciamento de resíduos sólidos e a recuperação de corpos d’água na capital amazonense. “O contato com a realidade local desperta nos alunos o senso de responsabilidade coletiva e o interesse por temas que afetam diretamente o cotidiano da população”, explicou o parlamentar.
A proposta segue agora para análise conclusiva nas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal.

