O depoimento do advogado Cecílio Galvão, originalmente agendado para esta segunda-feira (2), foi remarcado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para a próxima quinta-feira (5). A decisão foi tomada após o advogado solicitar dispensa, alegando sua condição profissional. No entanto, a comissão negou o pedido, argumentando que Galvão foi convocado para prestar esclarecimentos sobre sua atuação e não na qualidade de advogado.
A condução coercitiva de Galvão, já autorizada pela Justiça, foi mantida. A medida se justifica, segundo a CPMI, pelas diversas tentativas de intimação que não obtiveram resposta, indicando um possível intuito de procrastinação por parte do depoente. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enfatizou o desrespeito às prerrogativas do colegiado e confirmou a necessidade da condução coercitiva para garantir o comparecimento.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), explicou que Galvão deve esclarecer informações sobre supostos contratos milionários firmados com associações investigadas por desvio de benefícios de aposentados. Embora tenha pedido dispensa e acesso a documentos, apenas o último foi concedido.
Na mesma quinta-feira (5), a CPMI também ouvirá o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção. Seu depoimento, que também seria nesta segunda, foi adiado a pedido do próprio, devido a compromissos internacionais.

