O acordo histórico entre o Mercosul e a União Europeia deu um passo significativo rumo à aprovação no Brasil com a votação favorável na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). O Projeto de Decreto Legislativo 41/26, que ratifica o pacto firmado em janeiro após mais de duas décadas de negociações, agora segue para o Plenário da Câmara dos Deputados.
O relator do projeto, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), destacou que o acordo representa o início de uma nova fase de colaboração econômica e estratégica entre os blocos. Segundo Chinaglia, o tratado possui uma dimensão política importante, influenciada pelo atual cenário global, especialmente na Europa, que impulsionou a conclusão das negociações.
A expectativa é que o Plenário da Câmara analise a proposta ainda nesta semana, conforme indicou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Após a aprovação na Câmara, o texto ainda precisará ser submetido à análise e votação no Senado Federal.
O acordo prevê a eliminação ou redução de tarifas de importação e exportação entre os blocos, que juntos somam 718 milhões de pessoas e um PIB combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões. Apesar do otimismo, deputados como Renildo Calheiros (PCdoB-PE) alertaram para os riscos de maior abertura comercial a setores específicos da economia brasileira, ressaltando a necessidade de planejamento para impulsionar o desenvolvimento industrial do país.
Para entrar em vigor no Brasil, o acordo necessita da aprovação do Congresso Nacional. Paralelamente, o Parlamento Europeu também deverá aprovar o texto. Outros países do Mercosul, como Uruguai e Argentina, também estão avançando em suas análises internas, com a Argentina já tendo aprovado a matéria na Câmara e enviado ao Senado.

