Um impulso significativo nas exportações brasileiras para a União Europeia foi registrado entre maio e setembro deste ano, com um crescimento de 30,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este avanço foi atribuído diretamente ao acordo comercial recém-estabelecido entre o Mercosul e o bloco europeu. Os dados foram apresentados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante um evento em Brasília.
No acumulado do ano, de janeiro a setembro, as exportações brasileiras para a UE alcançaram a marca de US$ 44,17 bilhões, representando um aumento de 20% em relação aos primeiros nove meses de 2025. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também enfatizou os resultados positivos, confirmando que o comércio bilateral entre Mercosul e União Europeia aumentou mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e entrada em vigor do tratado.
Vieira destacou que, embora as exportações brasileiras tenham crescido 10,4% em 2026, o acordo Mercosul-UE foi responsável por uma expansão de cerca de 30% nas vendas para o bloco europeu desde sua implementação provisória em 1º de maio, após quase três décadas de negociações.
O ministro Elias Rosa ressaltou que a expansão do comércio exterior brasileiro não se limitou ao agronegócio, com um avanço médio de 10,5% em um cenário global complexo, marcado por tensões geopolíticas e barreiras comerciais. Ele atribuiu esses resultados à capacidade de crescimento do setor privado nacional e às ações governamentais de promoção comercial, especialmente no setor agroindustrial.
Em paralelo, a cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária celebrou a abertura de 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023, distribuídos em 99 destinos e viabilizados por autorizações sanitárias. O Ministro da Agricultura, André de Paula, comparou este número a 241 aberturas na gestão anterior, projetando que o Brasil encerre o ano como o maior exportador mundial de alimentos, com exportações totais de US$ 169 bilhões no acumulado do ano.
De Paula também mencionou o investimento de mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar, totalizando mais de R$ 1 trilhão investidos ao longo do governo Lula, demonstrando a importância estratégica concedida ao agronegócio brasileiro. A expectativa é que as vendas para os novos mercados abertos atinjam US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.

