O vice-presidente Geraldo Alckmin expressou otimismo em relação ao iminente encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump, que deve ocorrer em Washington nesta semana. Alckmin declarou em São Paulo que espera que a reunião seja marcada pelo diálogo e que a “boa química” observada anteriormente entre os líderes possa ser fortalecida em benefício de Brasil e Estados Unidos.
“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, afirmou Alckmin a jornalistas. Ele ressaltou a importância estratégica da relação bilateral, destacando que os Estados Unidos são o principal investidor no Brasil, apesar de a China e a União Europeia serem os maiores parceiros comerciais.
O vice-presidente também comentou sobre a questão tarifária, defendendo relações comerciais mais equilibradas. “Aquele tarifaço não tinha sentido porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil”, pontuou.
Alckmin vê a reunião como uma oportunidade para discutir temas relevantes como o setor de big techs e a exploração de terras raras e minerais estratégicos. Ele mencionou o programa Redata, voltado para atrair data centers, como exemplo de oportunidades de investimento recíproco. “O presidente Lula é do diálogo. Toda orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil e Estados Unidos. É um ganha-ganha”, disse.
Em outro tópico, Alckmin comentou o programa Desenrola, lançado pelo presidente Lula, que visa a renegociação de dívidas para famílias com renda de até cinco salários mínimos. Ele destacou que o programa pode oferecer descontos de até 90% e juros mais baixos, beneficiando também pequenas empresas.
Durante sua agenda em São Paulo, Alckmin também participou de um evento na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, onde abordou a relevância do acordo entre Mercosul e União Europeia para o fortalecimento de investimentos e da integração econômica. Uma pesquisa divulgada no evento indicou que a maioria das empresas suecas com atuação no Brasil espera aumentar o abastecimento da Europa e expandir exportações para o continente europeu com base nesse acordo. A pesquisa também revelou que 73% das empresas suecas declararam ter tido lucro em 2025 no Brasil e 46% planejam aumentar seus investimentos no país nos próximos doze meses.

