Nesta quinta-feira (3/9), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tenta afastar o impacto da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ligada ao caso Master da pauta oficial do Congresso e evita comentar a proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
A relação entre eles foi revelada em investigação da Polícia Federal. Entre os pontos, o material mostra uma mensagem de Vorcaro ao ministro, em que pergunta sobre a possibilidade de deixar o Brasil antes de ser preso. O cenário motivou três novos pedidos de impeachment contra Moraes no Congresso, elevando a lista para 55.
Apesar da repercussão, Alcolumbre não fechou uma posição oficial e tem sinalizado que a crise deve ser contida pela própria Corte, sem atuação do Congresso. Ele passou a pregar a necessidade de união entre Câmara e Senado no período de crise institucional.
Na quarta-feira (2/9), depois de ser questionado pela oposição sobre o assunto, Alcolumbre deu uma indireta sobre o pedido de Flávio Bolsonaro ao banqueiro por dinheiro para encerrar os discursos: “Eu vou voltar para a pauta aqui, porque senão eu vou ter que responder a muitas agressões que, como presidente do Senado Federal, eu estou recebendo nos últimos dias. E eu acho, apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado só é o ministro Alexandre de Moraes. Mas eu vou fazer um relato de tudo que eu quero falar.”
Essa posição de distanciamento foi reforçada por ele durante reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e deputados que representam partidos na Casa.

