O governo brasileiro decidiu adiar para a próxima semana a definição sobre o encerramento do subsídio de R$ 0,44 por litro na gasolina. A medida, que visava retirar o incentivo fiscal, foi postergada devido à nova escalada nos preços internacionais do petróleo, impulsionada por tensões geopolíticas.
O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a decisão foi adiada após os recentes ataques militares entre os Estados Unidos e o Irã, que levaram o preço do barril de petróleo a ultrapassar os US$ 80. “Temos que ter cautela para retirar o subsídio”, declarou Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha, explicando a necessidade de monitorar o cenário global antes de tomar uma decisão.
Durigan afirmou que pretende analisar a situação na semana seguinte e, dependendo do comportamento do mercado, poderá retirar o subsídio de forma parcial ou total. O objetivo principal da subvenção, segundo o ministro, é proteger o consumidor brasileiro do impacto direto da volatilidade dos preços internacionais, evitando que o aumento do custo do petróleo se traduza em maior inflação e pressionando os preços de outros bens e serviços no país.
Apesar da incerteza no mercado de petróleo, o Ministério da Fazenda assegura que os planos para aumentar a mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel permanecem inalterados. A Lei do Combustível do Futuro (14.993), aprovada em 2024, prevê que a proporção de etanol na gasolina C pode variar entre 27% e 35%, e a de biodiesel no diesel fóssil deve atingir 20% até março de 2030. Durigan ressaltou que essas políticas fortalecem a indústria nacional e indicou que o governo não descarta a possibilidade de propor percentuais ainda maiores de biocombustíveis no futuro.

