O Ministério da Educação do Irã atualizou o número de vítimas fatais de um ataque a uma escola em Minab, no sul do país, para 153 estudantes. O incidente, ocorrido no último sábado, também deixou 95 feridas. Autoridades iranianas atribuíram a responsabilidade pelo que chamaram de “ataque sionista desumano” aos Estados Unidos e Israel, conforme declarado por Ali Farhadi, porta-voz do ministério, à agência de notícias Irna.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) manifestou forte repúdio ao ataque, que atingiu uma escola primária feminina. Em nota divulgada neste domingo, a entidade expressou profunda preocupação com as consequências dos conflitos atuais na região sobre estabelecimentos de ensino, alunos e educadores.
A Unesco ressaltou que a morte de estudantes em um ambiente educacional representa uma grave transgressão às proteções estabelecidas pelo direito internacional humanitário para escolas. A organização também alertou para os riscos que ataques a instituições de ensino impõem a alunos e professores, além de comprometer o direito fundamental à educação.
A nota da Unesco fez referência explícita ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e à Resolução 2601 (2021), que condena ataques a escolas em zonas de conflito armado e reafirma o dever das partes envolvidas em proteger os espaços dedicados à aprendizagem.

