Onze unidades da federação brasileira encerraram o segundo trimestre de 2026 com taxas de desocupação inferiores à média nacional, que se fixou em 5,4%. Desses estados, cinco apresentaram índices inferiores a 3%, demonstrando um cenário de recuperação ou resiliência econômica em diferentes regiões do país.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), como parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. A taxa de desemprego de 5,4% no período é a menor já registrada para o segundo trimestre da série histórica.
Fatores como o nível de industrialização, a dinâmica da atividade econômica e o grau de instrução da população são apontados pelo analista da pesquisa, William Kratochwill, como determinantes para as disparidades regionais. Ele destaca que regiões mais industrializadas, como o Sul, tendem a apresentar melhores resultados em comparação com áreas menos desenvolvidas.
Em relação ao primeiro trimestre de 2026, a taxa nacional de desemprego apresentou uma queda, passando de 6,1% para 5,4%. Treze estados também registraram diminuição em suas taxas de desocupação, enquanto as demais mantiveram-se estáveis.
A pesquisa do IBGE abrange pessoas com 14 anos ou mais e considera todas as formas de trabalho, incluindo empregos com e sem carteira assinada, trabalhos temporários e por conta própria. Para ser classificada como desocupada, a pessoa deve ter procurado ativamente por uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Um dado relevante é a queda no desemprego de longa duração. O número de pessoas buscando emprego há dois anos ou mais atingiu o menor patamar desde 2012, com 1,06 milhão de indivíduos. Comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, houve uma redução de 15,6% neste grupo.
A pesquisa também revelou disparidades de gênero e raça. A taxa de desocupação entre homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto para mulheres foi de 6,4%. Por cor/raça, pretos (6,9%) e pardos (6,1%) apresentaram taxas superiores à média, enquanto brancos registraram 4,2%.

