O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), oficializou sua saída do comando do Executivo estadual nesta segunda-feira (23) para se candidatar ao Senado Federal. A despedida ocorreu em cerimônia no Palácio Guanabara, onde Castro expressou gratidão e afirmou deixar o cargo “de cabeça erguida”. Sua renúncia acontece em um momento crucial, na véspera da retomada de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar seu mandato.
Castro foi reeleito em 2022 com expressiva votação, mas sua permanência no cargo é questionada em um processo que apura suposto abuso de poder político e econômico durante sua campanha eleitoral. A ministra relatora do caso no TSE, Maria Isabel Galotti, já votou pela cassação, o que poderia resultar em inelegibilidade por oito anos e a convocação de novas eleições para o governo do estado. O julgamento foi suspenso e será retomado nesta terça-feira (24), com o voto do ministro Antônio Carlos Ferreira.
Com a saída de Castro e as ausências do vice-governador Thiago Pampolha e do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assumirá interinamente o governo. Conforme a legislação, Couto terá a responsabilidade de convocar uma eleição indireta para que os deputados estaduais escolham um substituto para o restante do mandato, que se encerraria com as eleições gerais de outubro.

