A escalada das tensões no Oriente Médio, com o potencial envolvimento de países como Irã, Iraque, Estados Unidos e Israel, pode ter repercussões significativas na economia brasileira, incluindo um possível aumento da inflação e impactos no setor agrícola. A avaliação é do presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).
Em entrevista à Rádio Câmara, o parlamentar destacou que a instabilidade na região, caso se prolongue, tem potencial para elevar os preços do petróleo globalmente. No contexto brasileiro, a dependência do transporte rodoviário para a circulação de mercadorias torna o país particularmente vulnerável a variações no custo dos combustíveis, o que pode se traduzir em uma onda inflacionária generalizada.
Orleans e Bragança também apontou o Irã como um importante produtor de fertilizantes. A interrupção ou encarecimento desses insumos devido ao conflito pode afetar diretamente os custos da produção agrícola no Brasil, impactando a competitividade do setor e possivelmente o preço dos alimentos.
Adicionalmente, o deputado mencionou que as exportações brasileiras para a região do Oriente Médio podem ser prejudicadas. Produtos agrícolas, manufaturados e até mesmo itens da indústria bélica nacional correm o risco de ter suas vendas interrompidas, gerando perdas econômicas para o país.
Por outro lado, o cenário de instabilidade internacional pode atrair novos investimentos para o Brasil, conforme a visão de Luiz Philippe. Ele também criticou a postura oficial do governo brasileiro em relação a possíveis intervenções militares americanas na região, alertando que tal posicionamento pode levar o Brasil a enfrentar sanções comerciais. O deputado adiantou que a Comissão de Relações Exteriores da Câmara poderá divergir das posições adotadas pelo Executivo federal.

