O dólar encerrou o mês de setembro em baixa de 0,15%, cotado a R$ 5,174 ao final do pregão desta quarta-feira. A moeda americana chegou a registrar seu menor valor no dia em R$ 5,164, uma desvalorização de 0,95% em relação ao dia anterior. No trimestre, contudo, o dólar apresentou uma leve valorização de 0,23%, e em 2026, acumula uma queda de 5,75%.
O cenário financeiro internacional foi marcado por um alívio geral, impulsionado por dados de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo do esperado. A divulgação do núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) em agosto, com alta de 0,2% (abaixo dos 0,3% previstos), e do PCE cheio, com 0,3% (inferior aos 0,4% projetados), diminuiu as apostas em novas elevações da taxa de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano. Isso, por sua vez, pressionou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.
No mercado brasileiro, o real mostrou força em relação a outras moedas latino-americanas, beneficiado pela busca por ativos locais. O ambiente eleitoral também continuou no radar dos investidores, embora sem dados de pesquisas que influenciassem significativamente o comportamento do mercado no dia.
A bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, acompanhou o otimismo internacional e fechou o pregão com alta de 1,37%, atingindo 186.340,46 pontos. Impulsionado principalmente por ações de bancos e setores ligados à economia doméstica, o índice acumulou uma valorização expressiva de 5,03% em setembro. No terceiro trimestre, o avanço foi ainda maior, chegando a 8,32%, e no ano de 2026, o Ibovespa soma uma alta de 15,65%.
O desempenho positivo da bolsa foi reforçado pelo fluxo de capital estrangeiro, que registrou uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões até o dia 28 de setembro, segundo dados da B3. Esse montante contrasta com a saída de R$ 18,1 bilhões observada em agosto, ajudando a compor um saldo anual positivo de quase R$ 29 bilhões.
No mercado de petróleo, os contratos futuros fecharam em alta. O Brent para dezembro subiu 1,94% para US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 1,16%, alcançando US$ 90,42 por barril. As tensões no Oriente Médio, incluindo um incidente no Estreito de Ormuz, mantiveram os preços sustentados. Apesar das preocupações geopolíticas, as exportações de petróleo da região têm se recuperado através de rotas alternativas. O mercado também monitora as restrições de exportação de diesel pelos EUA e a extensão da proibição pela Rússia.

