Em 2026, cada eleitor tem o direito de votar em dois candidatos ao Senado. Ao todo, serão eleitos no Brasil 54 senadores. Na eleição passada, o eleitor votou em apenas um nome; agora, os eleitos em 2022 permanecem, e outras duas cadeiras por estado estão em jogo.
Câmara e Senado
As cúpulas do Congresso, com tamanhos diferentes, uma virada para cima e outra para baixo, já renderam interpretações variadas sobre seu simbolismo. O arquiteto Oscar Niemeyer, autor do projeto, nunca confirmou nenhuma delas. O fato é que a Câmara é maior: tem 513 deputados, contra 81 senadores.
O número de deputados de cada estado depende do tamanho da população. No Senado, é diferente: todos os estados e o Distrito Federal elegem três senadores, que os representam nas discussões nacionais. Diferentemente dos demais políticos eleitos, os senadores têm mandatos de oito anos, e não de quatro. Por isso, a Casa não se renova inteira a cada eleição.
“Tem uma lógica muito importante que é quando você renova, você tem um grupo que permanece para que haja a continuidade da agenda e para que haja a continuidade das discussões que estão a caminho”, afirma Marco Antonio Teixeira, cientista político e professor da FGV-SP.
Como votar
Nesta eleição, o eleitor votará em seis candidatos. A urna tem uma novidade que ajuda a saber em quem já se votou e em quem ainda falta votar: uma linha fica na tela durante toda a votação. Ao abrir o primeiro voto, para deputado federal, o eleitor vê a sequência a seguir. O mesmo ocorre no voto para deputado estadual. Ao chegar ao voto para senador, a linha indica que se vota na primeira vaga e avisa que ainda haverá o voto para senador na segunda vaga, depois para governador e, por fim, para presidente. Os números usados na demonstração são de teste do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
É preciso votar em dois senadores diferentes. Se o eleitor votar duas vezes no mesmo candidato, o segundo voto é anulado.
Por que o mandato é de oito anos
As diferenças no sistema de eleição para o Senado têm relação com as pautas da Casa. É o Senado que aprova, por exemplo, indicações para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e embaixadores.
“O mandato de oito anos se explica exatamente por isso: as questões que o Senado se debruça moldam e transformam o Estado brasileiro”, afirma Teixeira.

