Os Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira (10) a disposição em dialogar com o Brasil no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) a respeito das tarifas adicionais impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. A resposta americana atende ao pedido formal de consultas apresentado pelo Brasil, marcando o início de um processo de negociação para solucionar a disputa comercial.
O Brasil acionou a OMC no final de julho, argumentando que as tarifas impostas pelos Estados Unidos violam as regras estabelecidas pelo acordo comercial. Segundo o governo brasileiro, as medidas americanas são incompatíveis com o Acordo Geral de Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994), que serve como pilar para a aplicação de tarifas entre os países membros da organização. Adicionalmente, o Brasil alega que está sendo alvo de um tratamento discriminatório por parte dos EUA em comparação com outras nações integrantes da OMC.
A solicitação de consultas é o primeiro passo formal dentro do sistema de resolução de controvérsias da OMC. Nesta etapa, os países envolvidos buscam encontrar uma saída negociada para o impasse antes que a questão possa ser levada a um painel de julgamento para análise mais aprofundada.
A China também demonstrou interesse em participar dessas consultas. Em documento enviado à OMC, autoridades chinesas indicaram ter um “interesse comercial substancial” na disputa, uma vez que os Estados Unidos também aplicaram tarifas sobre produtos originários da China. Pequim alega que essas medidas afetam suas exportações e as condições de concorrência no mercado americano, solicitando formalmente permissão para intervir no processo.

